Em muitas cidades francesas, as ações de sensibilização contra o tabagismo estão a multiplicar-se. Durante muito tempo vistas como meras campanhas de informação, hoje assumem uma nova dimensão: prevenção concreta, interação humana, acompanhamento personalizado e soluções adaptadas às novas formas de dependência.
Em Neufchâteau, nos Vosges, o Centro Hospitalar do Oeste dos Vosges mobilizou-se recentemente para informar o público sobre os perigos do tabaco, através de um dia dedicado à prevenção. Por trás desta iniciativa local esconde-se uma realidade nacional muito mais ampla: apesar de anos de campanhas de saúde, milhares de franceses continuam a fumar todos os dias, mesmo desejando sinceramente deixar de fumar.
E vale a pena parar para refletir sobre este paradoxo.
Muitos fumadores querem deixar de fumar… mas poucos sabem mesmo como
Hoje em dia, a maioria das pessoas que fuma sabe que o tabaco faz mal à saúde. Cancro, doenças cardiovasculares, falta de ar, cansaço, envelhecimento prematuro, distúrbios do sono, ansiedade… os riscos são bem conhecidos.
No entanto, deixar de fumar continua a ser extremamente difícil.
Porquê?
Porque a dependência do tabaco não se deve apenas à nicotina.
Com o tempo, o cigarro torna-se um hábito emocional e comportamental profundamente enraizado no dia-a-dia. O café da manhã, a pausa no trabalho, a viagem de carro, um momento de stress, o tédio, o final de uma refeição, uma chamada telefónica… o cérebro acaba por associar certos momentos específicos ao cigarro.
E é precisamente isso que torna a desintoxicação complicada.
A falta física existe, claro. Mas os hábitos mentais e emocionais costumam ter um papel ainda mais importante.
As novas gerações de fumadores já não se parecem com as antigas
O perfil dos consumidores está a mudar rapidamente.
Hoje em dia, muitos fumadores alternam entre o cigarro tradicional, o cigarro eletrónico, o tabaco aquecido ou o consumo ocasional. Alguns já nem sequer se consideram «fumadores», embora continuem dependentes da nicotina ou do gesto de fumar.
Outros compensam o tabaco com açúcar, petiscos ou comportamentos compulsivos relacionados com o stress.
E entre os mais jovens, o fenómeno torna-se ainda mais complexo: sobrecarga mental, ansiedade, hiperconectividade, cansaço emocional e pressão social acabam, por vezes, por reforçar os mecanismos de dependência.
O tabaco funciona, então, como uma espécie de pausa psicológica.
Uma pausa para respirar num dia que já passa a correr demasiado depressa.
Por que é que as campanhas de prevenção continuam a ser essenciais
Há quem ache que as campanhas antitabaco já não servem de grande coisa. No entanto, na prática, os profissionais constatam regularmente o contrário.
Uma conversa pode ser o que falta para te dar aquele impulso.
Um testemunho pode dar que pensar.
Uma informação bem explicada pode mudar uma perceção.
E, às vezes, o simples facto de conhecer profissionais compreensivos faz com que uma pessoa perceba que não é «fraca», mas que está simplesmente a enfrentar um mecanismo de dependência muito forte.
É aí que reside toda a importância das ações locais de sensibilização: elas voltam a colocar o ser humano no centro.
Acima de tudo, elas lembram-te uma coisa essencial: hoje em dia, há várias formas de receber apoio para deixares de fumar.
O verdadeiro problema do tabaco é muitas vezes invisível
Muitos fumadores pensam que só são dependentes da nicotina.
Na verdade, a dependência é muitas vezes muito mais abrangente.
O cérebro vai associando, aos poucos, o cigarro a:
- um prémio,
- um relaxamento rápido,
- uma pausa para relaxar,
- um costume social,
- um ritual reconfortante,
- uma forma de gerir as emoções.
É por isso que algumas pessoas voltam a fumar, mesmo depois de várias semanas sem fumar.
A falta de forma física vai diminuindo… mas os reflexos continuam lá.
E enquanto esses mecanismos automáticos não forem realmente tidos em conta, a paragem pode tornar-se extremamente frustrante.
Por que é que alguns fumadores não conseguem deixar de fumar, apesar de estarem muito motivados?
A motivação, por si só, nem sempre basta.
Muitas pessoas deixam de fumar durante vários dias, às vezes até vários meses, antes de voltarem a fumar «um cigarro só para ver». Depois, um segundo. E, aos poucos, o hábito volta por completo.
Este fenómeno não tem nada de excecional.
O cérebro funciona por associação e repetição. Quando um comportamento é repetido ao longo de anos para acalmar o stress ou proporcionar uma sensação de conforto, torna-se profundamente automático.
É por isso que há momentos em que o risco é maior:
- os períodos de cansaço,
- as mudanças de ritmo,
- as tensões emocionais,
- as refeições com os amigos,
- as pausas no trabalho,
- as noites com álcool,
- a solidão,
- os períodos de sobrecarga mental.
O tabaco já não serve só para fumar.
Torna-se uma ferramenta emocional.
Uma evolução nos métodos de acompanhamento
Perante esta realidade, as expectativas dos fumadores também estão a mudar.
Muitos já não procuram apenas substitutos da nicotina ou discursos que os façam sentir-se culpados. Procuram abordagens mais abrangentes, mais suaves e mais adequadas ao seu dia-a-dia.
É por isso que alguns métodos não invasivos estão hoje a suscitar um interesse crescente.
Respiração, hipnose, acompanhamento comportamental, gestão do stress, reflexologia… as pessoas querem compreender os seus mecanismos de dependência e recuperar um equilíbrio duradouro.
O objetivo já não é só deixar de fumar por uns dias.
O objetivo é aguentar no tempo.
O momento em que tudo pode mudar
Para muitos ex-fumadores, há um momento específico em que algo muda.
Não tem de ser necessariamente uma decisão espetacular.
Às vezes, é só um cansaço profundo.
Uma falta de fôlego cada vez mais frequente.
Uma preocupação com a saúde.
Uma vontade de voltar a assumir o controlo.
Ou a constatação de que o tabaco já domina demais o dia-a-dia deles.
É muitas vezes nessa altura que o apoio se torna decisivo.
Porque deixar de fumar sozinho nem sempre é fácil.
E porque há pessoas que precisam de um ambiente tranquilizador, humano e personalizado para terem sucesso a longo prazo.
MyLaserTabac: uma abordagem suave para ajudar a deixar de fumar
Há já vários anos que o MyLaserTabac acompanha as pessoas que querem reduzir ou deixar certos vícios através da reflexologia auricular a laser, com a ajuda de um laser suave.
Este método não invasivo tem como objetivo atuar sobre certos comportamentos automáticos relacionados com os desejos e o stress. A abordagem baseia-se na estimulação de pontos reflexos localizados na orelha, sem agulhas e sem dor.
Hoje em dia, há muita gente à procura deste tipo de acompanhamento mais natural e mais personalizado.
Na MyLaserTabac, o acompanhamento pode incluir:
- deixar de fumar,
- o álcool,
- a canábis,
- a gestão do açúcar,
- certos hábitos compulsivos relacionados com o stress.
O objetivo não é prometer uma solução milagrosa.
O objetivo é ajudar as pessoas a recuperar, aos poucos, a sensação de controlo sobre os seus hábitos de consumo.
Porque, no fundo, o verdadeiro sucesso não consiste apenas em deixar de fumar.
Consiste, sobretudo, em recuperar uma liberdade mental que muitos pensavam ter perdido há muito tempo.
